O diário de Anne Frank
Livro: O diário de Anne Frank
Páginas: 352
Editora: Record
Ano: 2008
Autora: Anne Frank

Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.
Oi Leitores.

Faz um tempo que devo essa resenha no blog mas aqui estou eu. Quero confessar que esta resenha está sendo um pouco difícil para mim pois trata-se de uma história real, é sobre algo que realmente aconteceu.  

A trama:

Anne ganhou seu diário em período muito perto de partirem para o anexo secreto e por isso todos os acontecimentos são sobre sua convivência naquele lugar junto a sua família e mais quatro pessoas. Anne e os outros sete moradores do anexo são judeus e naquela época os judeus lutavam para viver já que apenas sua existência para os nazistas já era o suficiente para irrita-los e odiá-los. Anne narra em seu diário todos os seus pensamentos, sentimentos e tudo que acontece no anexo, uma garota esperta e inteligente que teve seu futuro roubado por pessoas ruins.

Anexo secreto
Narrativa, Linguagem e Narrador:

Como é um diário, os textos eram separados por datas, Anne não deixou que caíssemos no sono enquanto lia. O diário era verdadeiro e não tinha apenas futilidades da garota, o tempo todo senti que Anne escrevia apenas verdades, ela chamava o diário ou a pessoa que iria ler de Kitty e todos os momentos que ela descrevia me senti amiga dela era como se estivesse ao meu lado falando sobre seus medos, suas metas de vida, seus pensamentos e ações, acho que nunca me apeguei tanto a um livro como apeguei a Anne e a seu diário. A linguagem se adapta ao anos que Anne completava, por exemplo, no começo do diário ela tinha cerca de doze anos e sua escrita insinuava isso, era muito mais infantil suas palavras do que em 1944 quando ela estava com quatorze anos onde passou a escrever de forma mais coloquial e mais estruturada Anne estava crescendo e seu talento para escrever também. Obviamente a história foi narrada em primeira pessoa, Anne escreveu tudo então... 

Personagens e Diálogos: 

Existia oito pessoas morando no anexo secreto, Anne Frank, Margot Frank (irmã), Edith Frank (mãe), Otto Frank (pai), Hermann van Pels, Auguste van Pels, Peter van Pels e Fritz Pferffer.
Anne era uma menina engraçada, esperta, inteligente e por vezes séria. Sentimental, escrevia sobre coisas que jamis falaria sobre isso para qualquer outro morador daquele lugar. Margot, sua irmã mais velha era quieta e inteligente e admirada por seus pais por ser exatamente assim, Edtih era uma mulher inteligente e mãe de duas meninas, Margot e Edith não eram muito próxima de Anne.
Otto era o pai de Anne e ela preferia ele do que a mãe, atencioso, paciente e bondoso sua filha o descrevia com todas estas qualidades.
Os Van Pels gostavam de brigar (com exerção de Peter) entre si e com o resto do pessoal. Sr Dussel (Fritz Pferffer) segundo Anne, era um homem chato e egoísta.
O livro não possuía diálogos afinal era um diário.

Concluindo:

Depois que li esta obra descobri porque ela é tão famosa, a veracidade dos fatos e a originalidade da garota que emocionou milhões de pessoas (inclusive eu) fez deste diário o mais triste, engraçado e emocionante de todos os tempos. Obrigada Anne por compartilhar sua história e por nos alertar sobre as burrices que fazemos em nome do nosso próprio orgulho, obrigada também por me ensinar a dar valor as pequenas liberdades que tenho, é incrível como cada livro que leio aprendo uma lição diferente seja por algo bom ou ruim que acaba acontecendo durante a história, O diário de Anne fez tudo isso comigo e agradeço mais uma vez Anne por ter escrito tantas coisas valiosas.

Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.
Adormeço com a ideia tola de querer ser diferente do que sou, ou de que não sou como queria ser. E de que faço tudo ao contrário.
Classificação:

2 Comentários