04 janeiro 2019

Resenha: O garoto no Convés - John Boyne

O garoto no Convés - John Boyne
Livro: O Garoto no Convés
Série: Volume único
Páginas: 492
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2009
Autor: John Boyne

Sinopse: Em abril de 1789, semanas após concluir no Taiti uma curiosa missão com fins botânicos - coletar mudas de fruta-pão para alimentar os escravos nas colônias inglesas -, o navio de guerra britânico HMS Bounty foi palco de uma revolta de parte da tripulação contra o capitão William Bligh, que acabou deixado à própria sorte em um bote em alto-mar junto com os marinheiros ainda fiéis a seu comando. Sem provisões e instrumentos de navegação adequados, o grupo enfrentou 48 dias de duras provações até alcançar a costa do Timor. O episódio inspirou numerosos livros e filmes.Neste livro, a história da expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um garoto de Porstmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte, inclusive sexuais, no orfanato e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando esta lhe faz uma proposta: em vez de ficar encarcerado, embarcaria no HMS Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado capitão Bligh. Turnstile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade. Mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre. É pela voz desse adolescente insolente e sagaz, mas ao mesmo tempo frágil e ingênuo, que o leitor acompanhará uma viagem repleta de intrigas, tempestades instransponíveis, cenários exóticos e lições de lealdade, paixão e sobrevivência. O autor acrescenta novos dados e interpretações a uma história até hoje misteriosa. Sugere, por exemplo, que a receptividade sexual das nativas do Taiti pode estar na origem da insatisfação que resultou no motim. Seduzidos - ou, no caso de Turnstile, iniciados - por elas, os marujos teriam considerado intolerável a idéia de retornar para casa, o que os colocou em linha de colisão com o capitão.
Uma obra que de inicio não me convenceu porém ao decorrer da leitura me apaixonei pela vida marítima.

A trama:

Para quem não sabe John Boyne é um dos meus autores favoritos, adoro a maneira como ele escreve e a veracidade que suas histórias transmitem. O garoto no convés conta a trajetória de um menino de 14 anos (no começo) desde a época em que roubava carteiras em Porstmouth até a sua grande viagem no navio Bounty e o grande e mais famoso motim da história marítima. John Jacob Turnstille viaja pelo mar pela primeira vez mesmo que sendo obrigado pela polícia local, ou era isso ou iria ser preso já que tiverá roubado alguns pertences de um fidalgo, e a maior aventura da sua vida acaba de começar.

Narrativa, Linguagem e Narrador:

Lembro bem que no começo me esforcei muito para ler este livro, a leitura não fluía e já havia desistido algumas vezes porém persisti e graças ao meu otimismo consegui terminar e descobrir que no final essa obra literária se tornou uma das minhas preferidas. De início (nos primeiros capítulos) achei o texto bem arrastado e cansativo (não desista!) mas só então quando Jacob embarca no navio as coisas começam a funcionar, a escrita do Boyne é muito bem estruturada e sem exagerar descrevendo detalhes a leitura se torna mais agradável.

A linguagem erudita aqui foi um dos aspectos mais interessantes do livro já que a história se passa no ano de 1787, é incrível como a escrita do Boyne nos convence a pensar que este livro foi escrito nesta época. A história é narrada em primeira pessoa e por se tratar de ser uma romance de formação mostra o crescimento do personagem ao longo do tempo (2 anos ou seja, até Turnstille ter 16 anos).

Personagens e Diálogos:

Vocês acreditam que eu só fui descobrir que o livro contava uma história real, que realmente aconteceu aquilo tudo só depois de ter terminado de ler? hahaha.

O personagem principal aqui é uma garoto que inicialmente tem 14 anos e se chama John Jacob Turnstille também chamado de Tutu pelos marujos, apelido no qual o garoto não gosta. Jacob é esperto e ao mesmo tempo ingênuo e curioso, Tutu me fez rir muito com as sua insolências e todo o seu jeitinho de ser, um personagem muito bem construído no qual me apeguei muitíssimo.

O capitão William Bligh apesar de considerado carrasco aqui ele aparenta ser mais amigável, Bligh e mais 18 marinheiros foram deixados a deriva no mar, resultado do motim tendo como participante principal Fletcher Christian um imediato arrogante e ambicioso que toma posse do navio Bounty.

Os diálogos são curtos e precisos, aliás, achei bem interessante a forma como o autor fez para escreve-los, ele não usa o travessão ( ㅡ ) mas sim aspas ('' ") e para ser sincera é a primeira vez que vejo isso.

Concluindo: 

Comprei a versão econômica e ela possui páginas brancas, o texto consome quase a página toda e as letras são pequenas em relação aos livros que costumo ler (deve ser pq é a versão econômica) porém isso não atrapalhou minha leitura, essa capa não é a minha preferida mas também não é a pior que tenho e apesar do título transparecer uma ideia de livro infantil não recomendo para crianças.

O Garoto no Convés foi uma das aventuras em que mais viajei nesse universo literário e se eu não tivesse persistido na leitura jamais teria conhecido todo esse universo, toda essa aventura. Jacob ou Tutu para os mais íntimos sofreu tanto durante a sua vida toda e eu realmente queria entrar no livro para ajuda-lo e dizer que tudo ficaria bem, e durante todo esse processo eu torci, sorri e me emocionei com você Tutu e obrigada por ter me ensinado a nunca desistir dos meus sonhos.

Para aqueles que leram essa resenha deixo aqui minha indicação, LEIAM ESTE LIVRO! sério, vocês não vão se arrepender.

 Quem tem confiança em si não precisa lembrar os outros do seu status social superior, mas os que não a têm acham necessário nos empurrar isso goela abaixo vinte vezes por dia.
...quando John Samuel desmaiou que nem uma donzela nas ruas de Londres num dia de calor... 

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17 Anos. Eu encontrei um refúgio, um lugar para fugir quando eu estiver vontade, um espaço só meu. Sabe o que é mais incrível? deixarei você entrar quando quiser.

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